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É, ela foi pega. Logo ela que prometeu a si mesma nunca se magoar por uma droga chamada amor. Uma droga que você não encontra na esquina. É grátis, sabe? Não te dá câncer de pulmão nem overdose… Nada do tipo. Faz pior. Eu não quero morrer, longe disso. Mas atualmente estou num dilema complicado: tranco a porta do quarto e choro bastante ou finjo que nada aconteceu e começo a ser consumida por dentro? Não sei. As duas alternativas me parecem horrorosas. Pensei que estava preparada. Não fui chiclete, nem pus esperanças demais em um relacionamento que era como atirar no escuro. Evitei o ciúme, me esforcei para não parecer uma parceira histérica… Em vão. Foi pior do que receber a notícia de que não servia mais. Fui traída. Iludida e enganada. E o amor só não vai ganhar muita porrada de mim porque ele serve para alguma coisa. Porque alguns estão me apoiando… Porque existe amor de pais. Amor de família. Amor de amigos que tentam ajudar. Felizmente, eu não estou nem perto de cortar meus pulsos ou cometer um suicídio. Porque a partir do segundo em que alguém trai a minha confiança, ela não merece nem minhas lágrimas. Choro pelo susto, pelo desgosto. Choro por ser humana. Mas meu mundo não pode desabar por causa de um garoto. As notas escolares vão continuar azuis. Não vou deixar de me arrumar ou de sair. A dor uma hora desaparece. E… Não posso garantir que nunca mais vou cair no conto de um cafajeste. Coração não escolhe muito bem. Não tem olhos para enxergar se está investindo numa boa pessoa. Ele simplesmente diz: “eu quero esse, eu quero esse.” E como um bom cachorrinho, a gente obedece. Que merda.
— Daqui a pouco aparece outro e o ciclo recomeça, Mayne Silva. (via linhasgastas)
(via apenasdiga-oi)



